Oficinas descontroem mitos da mediação e abordam criação de Câmaras de Mediação e Arbitragem

      

As oficinas do último dia do I Fórum Nacional de Mediação e Arbitragem (I FNMA) foram “Como Criar uma Câmara de Mediação e Arbitragem” e “Desconstruindo mitos: Mediação e Autocomposição de Conflitos”. O presidente do IMAB, Adolfo Braga Neto, e o procurador do Estado Raimundo de Andrade expuseram aos participantes, com a mediação da advogada Dulce Nascimento, técnicas de como criar as Câmaras, enquanto Gustavo Justino e Silvia di Salvo, ambos do CBar, desconstruíram mitos da Mediação e Autocomposição, tendo como mediador o procurador do Município de Salvador, Anderson Barroso.

Para Adolfo Braga, a construção de Câmaras significa prestar serviços de gestão e resolução de conflitos com qualidade e diferenciados, respeitando a autonomia e a vontade das pessoas. Sobre os instrumentos para a estruturação das instituições de Mediação e de Arbitragem, ele destacou a importância de um regulamento adequado a cada área de atuação e profissionais competentes, capacitados para intervir no conflito, com credibilidade e conscientes de suas responsabilidades. “Estamos falando da criação de uma empresa que vai ocupar o lugar, tradicionalmente, ocupado pelo Judiciário. É preciso muita consciência e responsabilidade”, concluiu Dulce. 

Na exposição de Gustavo Justino e Silvia di Salvo (CBar), entre alguns mitos apresentados e que precisam ser desmitificados, um dele é que “a mediação só serve para conflitos pequenos, como acidentes de trânsito, brigas entre vizinhos e questões de família”. A verdade é que “a mediação é um método facilitador que pode ser empregado para restaurar a comunicação entre partes em conflito, independentemente do objeto da controvérsia”.

Para desmitificar essa inverdade, os palestrantes orientaram sobre a necessidade de se obter informações sobre os métodos empregados na mediação, procurar conhecer experiências dos mediadores e compartilhar experiências com a mediação.

Para finalizar a oficina, os palestrantes apresentaram o mito de que “no Brasil, a mediação não funciona, porque não temos essa cultura” e chamou a atenção dos participantes para pensarem: “estamos disseminando esse mito ou desmistificando-o?”.

Terminada a programação científica, o evento contou com uma plenária de encerramento, onde foi confirmado o local da segunda edição do FNMA, no ano que vem: Goiás.

Mais tarde, será realizado um coquetel para convidados no Palácio da Aclamação, no Campo Grande.

O I FNMA evento contou com a parceria da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Bahia (IEPTB), Associação dos Notários e Registradores do Estado da Bahia (Anoreg-BA), Defensoria Pública do Estado da Bahia (DP/BA), Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), Associação Comercial da Bahia, Sistema de Automação da Justiça da Softplan e Guimarães, Prates & Figueiredo Advocacia e Consultoria.

Apoiaram o FNMA a Associação Nacional dos Procuradores do Estado (ANAPE), Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM), Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA).