Apresentação
Apesar de todas as conquistas, as mulheres ainda não saíram vitoriosas. A partir dos anos 1960 percebe-se uma grande transformação quando a mulher sai da posição de vítima, seja em relação ao pai, ao marido, à religião ou à sociedade, assumindo o controle do seu próprio corpo. Ao dominar a sua sexualidade, através do uso da pílula anticoncepcional, descoberta nessa década, mas somente democratizada no Brasil nos anos 1980, ela passa a associar a sua independência econômica à independência sexual.

O período entre as décadas de 1970 a 1980 define um marco histórico representado pela grande migração de mulheres do interior para as metrópoles, quando a mulher ganha visibilidade, inserindo-se no mercado de trabalho com mais facilidade, ocupando espaços nas universidades na posição de formadoras de opinião e, consequentemente, gerando maior controle de seu salário e da sua sexualidade, conferindo-lhe uma liberdade que em outros tempos era desconhecida.

A mulher brasileira da década de 1980, que vinha de uma tradição extraordinariamente patriarcal e machista, começa a ser bombardeada com imagens sobre as quais não tivera ainda muito tempo para assimilar. Dois modelos surgem como proposta comportamental, o do hedonismo (ser bonita a qualquer preço, na qual a mulher é a imagem que ela vende) e o estímulo ao individualismo, ou seja, a mulher começa a ter uma relação de maior independência com a família, filhos, companheiro etc., na tentativa de romper como o patriarcalismo. Esses dois modelos tornam-se armadilha para a mulher brasileira, que ainda carrega valores machistas, porquanto não se permitiu o necessário distanciamento do passado, para se posicionar plena na sua cidadania, de modo a lidar melhor com as novas tendências.

Contudo, na atualidade, com o aumento dos números do divórcio e das famílias monoparentais, a mulher tem questionando os modelos da beleza e da individualidade, os quais provaram não funcionar, especialmente agora quando tenta competitivamente se inserir na atual sociedade fluida. Estes aspectos ensejam contínua discussão sobre os diversos papéis da mulher na contemporaneidade.

Os direitos das mulheres e as lutas das minorias pela igualdade sempre estiveram entrelaçados. Se, historicamente, elas foram mantidas como propriedade de seus pais, maridos ou chefes de família, souberam lutar pelo direito à vida política, educação, direito ao divórcio e livre acesso ao mercado de trabalho, inclusive protagonizando como lideranças religiosas.

Em homenagem a mulheres, a exemplo de Nísia Floresta, fundadora da primeira escola para meninas do Brasil e ativista pela emancipação feminina; Carlota Pereira Queiroz, primeira deputada federal; às diversas conquistas a exemplo da aprovação da lei do divórcio e do movimento feminino pela anistia (Fundação Mulheres do Brasil); do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (1980); de lutas que não se findam, por exemplo, do direito ao uso de métodos contraceptivos, da equiparação salarial e proteção contra violência da mulher, esta, afinal, simbolizada pela luta de uma das inúmeras Marias, resultando na edição da Lei Maria da Penha.

O presente projeto da “Sororidade” consolida-se, portanto, nessa longa e resiliente historiografia da luta feminina pelo seu espaço, a qual deve ser repensada, submetida à reflexão pelas próprias mulheres, no contexto preocupante da sociedade contemporânea, cujas características de fluidez e individualismo podem levar ao esquecimento de tantas conquistas duramente alcançadas pela luta de poucas, mas perseverantes Marias.

A “Sororidade” é, portanto, uma campanha cujo objeto consiste em disseminar a ideia da empatia e do empoderamento necessários entre as mulheres, irmanadas e companheiras, que não se permitem o julgamento prévio entre si e, acima de tudo, unidas em torno do pacto ético, político e prático da igualdade entre os gêneros.

O que é Sororidade
Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. O conceito está fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática deste movimento de igualdade entre os gêneros.

Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal. A sororidade é um dos principais alicerces do feminismo, pois sem a ideia de “irmandade” entre as mulheres, o movimento não conseguiria ganhar proporções significativas para impor as suas reivindicações.

A origem da palavra está no latim “sóror”, que significa “irmãs”. Este termo pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo “frater”, que quer dizer “irmão”.

Fonte: https://www.significados.com.br/sororidade/

Cronograma
O projeto será desenvolvido nas seguintes etapas e cronogramas de execução:



Cristiane Santana Guimarães
Associação dos Procuradores do Estado da Bahia – APEB

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